Da eterna Novidade
O céu está de luto.
Em alguma parte do meu ou do teu mundo,
uma criança dá o último suspiro
pouco depois de espalhar no vento
a chance de afirmar seu milagre.
E a soma dos ideais
órfãos e esvoaçantes
compõe o cinza homogêneo,
o pano de fundo
das almas que emergem da grande noite.
Passivas, observam que,
do lado de cá,
uma planta desafia
a deusa Melancolia.
Seu caule, folhas, flores e frutos
riem-se, realçam-se, gritam
contra o cinza sem imaginação.
Então,
no meu ou no teu mundo,
altera-se o pano de fundo.
Nuvens acolhem idéias perdidas
e assumem formas…
Engendrando, mais uma vez
os anseios dos Filhos da Luz.
Na interação dos elementos
algo de novo nasce sob o Sol!
Edimar
25-02-2012

