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Archive for dezembro \23\UTC 2009

“Com a luz do dia, eu penso melhor”

23 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Estarei ausente desta realidade virtual, por algum tempo.

Lapidando novas formas de enxergar o mundo, daqui por diante. Buscando emprestar alegria dos caminhos que houverem. Cortejado pela loucura legítima que me lembra da impermanência de todas as coisas. Ansiando pelo segredo comum compartilhado pelos deuses e pelos poetas.

“Sinto-me nascido a cada momento / para a eterna novidade do mundo.” – Fernando Pessoa

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Beleza é verdade…

9 de dezembro de 2009 1 comentário

… e palavras são erros.

Que o Natal traga de volta um pouco de silêncio redentor para as mentes humanas.

William Bouguereau - Linnocence

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Balanço

8 de dezembro de 2009 1 comentário

O ano de 2009 vem findando, e como sempre a minha consciência individual acaba por fazer um balanço do que foi e do que não foi, do que tem sido e do que pode vir a ser, além de traçar um paralelo entre este período e outros de uma vida recheada de beleza inglória. Já estive comentando com alguém que este ano foi (e ainda vem sendo, claro) melhor que o anterior, embora os cumes mais altos também tenham dado lugar a depressões mais profundas. Neste exato momento, sinto-me como uma espécie de… pássaro de asas quebradas, que não consegue direcionar seu vôo e que também não consegue manter os pés no chão. É fato: nunca estive tão perdido, mas é uma perdição com leve pontada de esperança de tropeçar em algum tesouro por aí (pelo qual talvez eu até já tenha passado). “Perder-se também é caminho”, como disse Clarice Lispector, e enquanto o mundo desaba eu aguardo a minha hora de acordar do sono da morte, ainda que involuntariamente. Mas por mais longe que eu vá, sempre ressurge a nostalgia de voltar ao centro, à nascente de todos os nossos pequenos problemas, e às vezes eu chego perto, onde a turbulência é menor e a visão é mais clara. E lembro do tempo em que eu conhecia mil outras maneiras de sorrir.

Mas cá estou eu caindo em digressões, pra variar. Embora seja disso que se sustente a literatura, boa ou ruim. Voltemos a 2009. Eu sou um merda mesmo. Eis o que descobri: consigo me sustentar em pé por cima de minhas misérias, consigo ser um merda com classe. Ou pelo menos consigo recuperar, cedo ou tarde, a classe que é perdida nos meus piores momentos. Talvez pela consciência, bem lá no fundo, de que eu não sou eu, e tudo é uma grande piada, inclusive eu estar perdendo horas do meu sono pra escrever isso aqui. Acho que vou novamente atrás de gurus que consertem minhas asas, pra que eu possa voar até o local onde havia plantado aquela bendita flor, que acabou crescendo longe de meus cuidados. Em 2009, lembrei-me, nos versos de Anitelli, Clarice, Quintana e tantos outros, que existem sensações ultra-sexuais podendo surgir a qualquer momento do âmago de nosso ser. Lembrei-me disto também não só com versos, mas também com olhares e com sorrisos. E com passos no asfalto. Até mesmo com números. Preciso fazer um tributo a todas essas coisas, PRECISO. Porque tenho a impressão que estou devendo demais, minha conta está enorme. Mas isso é assunto pra outro post.

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2 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Este blog terá sua frequência de atualização reduzida. Vou para o mundo das matemáticas, do rock’n roll, de qualquer coisa que consiga me fazer regurgitar “verdades” minuciosamente desenhadas.

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